• juliana rabelo

Minha Mari

Sempre houve uma Mari em minha vida. Guardo com carinho cada uma delas e a sua amizade. Infelizmente elas não se conhecem. A cada 10 anos a minha vida muda em um novo ciclo, como uma serpente que troca de pele. Eu sou serpente no horóscopo chinês e, se você acredita nisso - eu acredito -, entenderá que os meus ciclos batem exatamente com os dela. A cada novo ciclo uma nova Mari.


Conheci Mari em 2008. Nossa amizade foi muito espontânea e imediata. Eu rapidamente me afeiçoei à ela e criei por ela a maior admiração. Sempre que ficamos algum tempo sem nos ver e ela chega, brinco com ela que havia esquecido o quanto ela é bela. Sim, Mari é belíssima com seus cabelos de “She-ra”, seu corpo de ampulheta, seu sorriso de Paola Oliveira. Mas ela é mais bela ainda pela força que carrega dentro de si e pela capacidade que tem de a cada hora aparecer com uma habilidade diferente para enfrentar os percalços da vida. Mari não me engana: ela sabe de tudo e é capaz de fazer qualquer coisa.


Alessandra brinca com ela dizendo que ela é predestinada a dar tudo certo. Ela é mesmo. Mas elas também passou por mais desafios do que todas nós. Enfrentou-os com o seu nariz de seta arrebitado, guardou as partes boas, e perdoou às ruins, deixando-as para trás. Por permanecer leve, sem o peso do passado, sabe que chegará aonde quiser chegar.


Foi difícil a desenhar porque como colocar tanta coisa um pedaço pequeno de papel? Tanta intensidade, tanto desejo, tanta vida, tanta inteligência, força de vontade e garra?


Segundo a mãe dela eu fui bem sucedida.


Com Mari aprendi a dar a cada coisa o seu devido valor e deixar as coisas difíceis para trás. A não se colocar nunca no papel de vitima. A andar com as costas leves. Acreditar que o futuro vai ser sempre melhor. Afinal, no final do arco íris tem um pote de tesouro. E ela já achou o dela.




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